Sunday, March 15, 2009

Descrição fúnebre

Caminhando no meio de pedras uniformes, num silêncio cruel e de captações incertas, fui percebendo o valor de alguém ou alguma coisa. A principio, não parecia ser nada. Não era nada na verdade... A ficha caiu quando menos esperei e da pior forma; Eu, assim como tantos outros, perdi um ente querido.

O que posso dizer, por meio da experiência que tive, é que tudo não passa de uma dura e inevitável realidade. Nesse momento procuramos uma resposta, uma pergunta, um sorriso, um conforto, uma mentira ou uma verdade que apenas você quer acreditar. Pois bem... Eu não acreditei em nada. Perder alguém que você ama é, certamente, algo irreparável, (partindo da ideia de que ninguém será capaz de substituir aquela pessoa, que antes existiu e fez parte de tanto da sua vida.) diante de tantas promessas absurdamente falsas. Mesmo depois de dizer que não acreditei em nada, chorei como nunca havia chorado na vida. Era difícil saber se aquelas lágrimas eram de dor ou de culpa... Culpa? É. Culpa. Não saberia, nem se quisesse, explicar.

Eu decidi colocar aqui a minha experiência pós-velório, para tentar perceber o quanto aprendi e do tanto do ocorrido posso falar sem alterar os acontecimentos daquela hora. Admito que não seja algo tão cômodo para se escrever. Depois que tudo termina, vamos para casa, para o nada, procurando recomeçar... Sinceramente não tenho uma foto em minha cômoda ou milhares de lembranças daquela pessoa, mas... Mas... Era um ente querido, sangue do meu sangue. Eu vou lembrar e guardar as mais recentes recordações. Eu acho que num futuro próximo poderia contar os feitos daquela que me fez sorrir em todos os momentos que estava com ela.

Nota-se pela qualidade baixa do texto, que eu não sei expressar os meus sentimentos, em relação ao um acontecimento tão triste como esse. O que posso dizer, após uma releitura do próprio texto, é que eu sou desprovido de entendimento fúnebre... Mas eu me importo e sinto tanto... Mas do que qualquer membro de toda a minha família.





1 comment:

  1. faz tempo q non passo aki.. que saudades de ler crônica boa.. hhehehe

    te amo Puan..

    bj

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