Mais um dia vem pela frente.
Passei o pior dia 14 da minha vida. Não conseguia trabalhar, não conseguia me concentrar, não conseguia sequer andar direito. Caí no banheiro da empresa depois de uma tontura besta. Fiquei me sentindo um lixo enquanto tentava me situar e me levantar. Cada momento que me lembro da minha angústia e meu sofrimento, vou no fundo do poço.
Saí daqui pelas 10h. Mal conseguia dirigir, ainda estava tonta, mas ao passar pelo portão da empresa saquei meu celular e fiz a primeira besteira do dia: liguei pra ele. Assim que ele atendeu já comecei a desabar. Chorava feito um recém-nascido quando vem ao mundo. Não conseguia discernir o que era sonho e o que era realidade. Ainda suspirava aliviada por ouvir a voz dele e saber que aquele corpo ainda respira, ao mesmo tempo implorava em silêncio para que ele acabasse com meu sofrimento. Eu só queria um colo, a companhia dele. Queria que ele cuidasse de mim, me levasse ao médico. Não aconteceu. Mesmo com as poucas palavras que ele me disse, ainda sim tinha aquele tom carinhoso, ainda tinha os “eu te amo” pra eu me apegar como se fossem algumas cordas jogadas no fundo do poço, onde estou sentada, mas não cedeu e não foi me ver, mesmo eu pedindo desesperadamente.
Quero confiar que ele me ama e que vamos ficar juntos, mas ás vezes vacilo. Ás vezes falta força, falta certeza. Sei que preciso ter calma, viver um dia por vez, tentar me distrair. Sei exatamente o que fazer, mas por burrice do meu coração, não faço. Ontem numa das milhares de vezes em que liguei aos prantos, disse que precisava de força, de saber que eu estava vencendo pelo menos algumas batalhas. Ele disse que já venci muitas batalhas. Eu quis saber quais e ele respondeu que não falaria. Eu continuei insistindo, perguntei se ele não podia e ele disse que não queria falar naquele momento, mas que em breve eu saberia e que esse tempo estava sendo bom pra nós. Antes isso me daria um sentimento bom de força, um pouco de segurança. Ontem nem isso conseguiu acalmar meu coração inquieto.
Eu sei que me dei um prazo pra que tudo isso acabe. Ele não sabe quando é e percebi que se eu continuar agindo feito um caminhão desgovernado na descida, vou colocar tudo a perder, afinal quem agüenta uma deprimida no pé? Eu não agüentaria...é por isso que de certa forma precisarei não só ser forte, mas ter uma estratégia. Como num jogo sim, mas num jogo limpo. Principalmente limpo comigo mesmo. Não sei se essa situação é confortável pra ele, creio que não, mas de certa forma fica mais fácil quando você tem muita segurança em relação a outra pessoa. Não, de forma alguma estou pensando em substituir e colocar alguém no lugar dele. Dessa vez não cometerei esse erro que é meu karma desde muito nova. Num jogo limpo, jogamos com as cartas que temos. Hoje eu estou mal, mas não preciso dizer isso a ele. Decidi que a Campanha Ri volta pra Ju deve ficar em stand by, por isso amigos, não deixem de enviar suas mensagens, ele ainda as lerá, mas não por enquanto. Por ora eu mudei a senha, assim como limitei os acessos ao meu blog para convidados apenas. Fiz isso porque esse treco me ajuda a organizar minhas idéias. Enquanto escrevo muitas coisas ás vezes se elucidam e não vou abrir mão disso. Por outro lado, sei que ele lê sempre o que eu posto e dessa forma, mesmo que eu não o procure, ele saberia o estado que estou. Um pouco de mistério e escuridão talvez incomode. De qualquer forma não sumirei. Coloquei metas semanais pra mim. E ao final de cada semana vou conseguir medir tanto o quanto eu já estou aprendendo a lidar com a situação ao mesmo tempo que vou conseguir saber se minha ausência tá sendo notada. Vai ser ultra difícil? Sem dúvida, especialmente se nesse tempo ele não me procurar, mas o que mais eu posso fazer? Eu já falei o que precisava ser dito, já resolvi as pendências que precisava resolver, já mostrei o que precisava ser mostrado. Agora é com ele. Preciso confiar no nosso amor e confesso, confio, mas dentro desse quarto escuro cheio de interrogações, ás vezes tenho mais medo do bicho papão do que das perguntas sem respostas.
Com todas as pessoas que converso sempre enxergo algo que minha cegueira momentânea não me permite ver. Meu amigo me diz que isso já é cu doce. Minha tia diz que é importante eu respeitar e aprender com esse tempo. Minha cunhada diz pra eu largar mão de ser boba que todo mundo sabe o quanto ele me ama e que ficarmos juntos é uma coisa certa, mesmo que não seja imediatamente. Até meu ex-noivo deu seu parecer: compra uma bike e ocupa tua mente. Minha mãe sempre gosta de dizer “bem feito”. Hoje cedo acordei transtornada, procurei a última carta que ele me mandou pra uma sessão de auto-flagelo e me enfiei no banheiro pra ler enquanto chorava sem parar. Ela apareceu na porta e disse tudo que eu não precisava ouvir, sempre me lembrando o quanto eu sou culpada por tudo isso. Saí sem falar tchau, larguei o portão aberto e a vi saindo atrás de mim com meu iogurte. Fiquei com pena, mas ainda não estou pronta pra pedir desculpas, embora eu ache que não deva. De qualquer maneira odeio ficar brigada com ela. Fumei 4 cigarros em menos de 20km. Cheguei com os olhos vermelhos e inchados. Não tem como não notar que estou com um puta problema e aí vem outra questão: preciso parecer bem, afinal, sou a psicóloga da empresa, responsável pela minha área. Será que um diretor de uma multinacional não sofre nem por um problema de família ou mesmo com uma separação? Porque precisamos ser robôs na empresa? Esse é outro quebra-cabeças pra eu montar.
Ontem à noite resolvi entrar na net. Chequei meus e-mails e para minha surpresa tinham dois inesperados, um daquele que deu chilique outro dia e outro do Denis. É claro que do esperado não tinha nenhum, mas essa frustração eu já tiro de letra. Respondi o do primeiro que tinha sido há 8 horas e para minha surpresa a resposta veio de imediato. Na troca de mensagens ele me convidou pra sair. Recusei e fiz a contra-proposta: vem pra cá. E ele foi. Claro que foi superdivertido, afinal ele é o mais louco que já conheci. Começou a contar as histórias das bizarrices dele, relembramos coisas que fizemos e ficamos de papo por várias horas sentados na minha cama. Contei toda minha saga com o Ricardo e ouvi conselhos daquele com quem quase me casei e quem eu acreditava ser o grande amor da minha vida. Não é e ontem saquei isso mais do que nunca quando ele tentou me beijar várias vezes e eu recusei sem me sentir tentada. Foi bom o papo, ficamos ali como grandes amigos, ele fazia carinho no meu tornozelo enquanto eu segurava aquela mão faltando um pedaço de dedo. Não resta mais nada que não seja um carinho e boas recordações. Depois de fazer meus irmãos e minha cunhada morrerem de rir com mais bobeiras, ficamos na garagem escura abraçados enquanto ele me dizia coisas pra melhorar meu astral. Quando ele se foi, entrei absorvendo a última frase antes dele entrar no carro: “a vida te reserva o melhor, aceite”. Ainda fumei um cigarro com meu irmão e minha cunhada antes de passar pelo quarto do meu caçula pra pedir um puxão de orelha. Ele que já não agüenta mais esse Titanic, disse o de sempre: desencana, ocupa tua mente e deixa ele. Ficar atrás não vai adiantar, pior, vai fazer ele ficar mais pensativo ainda. Respondi o e-mail do Denis em que ele dizia “saudades de você, Nega” pensando que de certa forma, é bom saber que faço falta pra alguém, mesmo que seja uma falta sutil pra alguém que não significa mais nada pra mim. Minha cunhada ainda quis me mostrar um e-mail que o Ri mandou pra ela no dia 01/12 dizendo que embora estivesse seguindo em frente, ainda sentia muito a minha falta e que constantemente desejava minha presença com ele. Claro que abri o bocão a chorar. Dia 01/12 ele diz isso, dia 01/01 eu estava aos prantos pra ele voltar pra mim e ele subiu no pedestal e de lá não quer descer. Ok, ok, tempo ao tempo.
Um lado meu diz pra eu confiar. É como se uma voz minha me dissesse: Juliana, sua boba, ele também já disse que te ama, você sente isso, sabe disso e ele já disse que vamos ficar juntos. Espera ele botar a cabeça no lugar, resolver as pendências dele que ele vai voltar. O outro lado diz: não acredite em tudo, ele ainda pode estar confuso sobre o que sente, ele pode não estar sabendo lidar com sua insegurança e por medo de te machucar fica te "iludindo".
Acabei de ligar pra minha mãe. Mesmo sem achar que eu devia, pedi desculpas. Daí ela começou a ser um pouco mais “humana” e me dar conselhos. Claro, preciso me alimentar, ou em breve vou ficar magricela de novo. Além disso, era pra eu parar de rastejar atrás dele e dar um gelo que na opinião dela, ele voltaria mais rápido do que eu imagino. Mãe é fogo, parece que sabe tudo que vai acontecer, como se fosse uma espécie de bruxa. E de certa forma, me senti mais forte depois de ouvir o que ela me disse.
Ainda sinto meu estômago revirando. Meu celular está desligado pra que eu consiga viver sem ficar olhando pra ele o tempo todo. Recebi um e-mail com um convite pra praia e quase aceitei, até que soube que iriam pessoas que não conheço. Não me sentiria confortável na minha atual situação emocional em mostrar uma primeira impressão depressiva pra pessoas novas. De qualquer maneira preciso ocupar minha cabeça porque sei que esse final de semana vai ser barra. De todos convites que recebi, nenhum deles parece suprir o que preciso. Gostaria mesmo de poder dormir e acordar daqui uns dias...
O tempo tá passando, a contagem regressiva bate junto com meu coração. A tristeza e a saudade são fortes e não dão trégua. Existe a vontade de ligar, de ouvir algo que me dê esperança, mas também há o momento em dizer não. Não ao sofrimento, ao sentimento triste de parecer a pessoa mais patética do mundo. Só tenho que acreditar no sentimento e deixar que a vida se encarregue de todo resto. Sei que em algum momento algo dentro de mim gritará BASTA e eu começarei a sair desse círculo vicioso em que me enfiei. Terei forças pra lutar contra, pra fazer valer minhas estratégias, pra manter firme minhas decisões, pra dizer que infelizmente não sobrou mais nada além de mágoa e dor. Vou lutar pra ser forte o suficiente pra agüentar até o meu prazo, mesmo sabendo que até lá terei muitos momentos de fraqueza. Vou precisar ser orgulhosa, calculista, estratégica, racional. Meu medo é tudo isso me transformar naquele trator que eu era quando o meu maior desejo é de poder viver esse sentimento que é mais claro e verdadeiro do que nunca, mas infelizmente a decisão sobre isso não está nas minhas mãos.
Vou tentar passar o dia de hoje sem tanta amargura. E que Deus esteja comigo, segurando minha mão. Amém.
Passei o pior dia 14 da minha vida. Não conseguia trabalhar, não conseguia me concentrar, não conseguia sequer andar direito. Caí no banheiro da empresa depois de uma tontura besta. Fiquei me sentindo um lixo enquanto tentava me situar e me levantar. Cada momento que me lembro da minha angústia e meu sofrimento, vou no fundo do poço.
Saí daqui pelas 10h. Mal conseguia dirigir, ainda estava tonta, mas ao passar pelo portão da empresa saquei meu celular e fiz a primeira besteira do dia: liguei pra ele. Assim que ele atendeu já comecei a desabar. Chorava feito um recém-nascido quando vem ao mundo. Não conseguia discernir o que era sonho e o que era realidade. Ainda suspirava aliviada por ouvir a voz dele e saber que aquele corpo ainda respira, ao mesmo tempo implorava em silêncio para que ele acabasse com meu sofrimento. Eu só queria um colo, a companhia dele. Queria que ele cuidasse de mim, me levasse ao médico. Não aconteceu. Mesmo com as poucas palavras que ele me disse, ainda sim tinha aquele tom carinhoso, ainda tinha os “eu te amo” pra eu me apegar como se fossem algumas cordas jogadas no fundo do poço, onde estou sentada, mas não cedeu e não foi me ver, mesmo eu pedindo desesperadamente.
Quero confiar que ele me ama e que vamos ficar juntos, mas ás vezes vacilo. Ás vezes falta força, falta certeza. Sei que preciso ter calma, viver um dia por vez, tentar me distrair. Sei exatamente o que fazer, mas por burrice do meu coração, não faço. Ontem numa das milhares de vezes em que liguei aos prantos, disse que precisava de força, de saber que eu estava vencendo pelo menos algumas batalhas. Ele disse que já venci muitas batalhas. Eu quis saber quais e ele respondeu que não falaria. Eu continuei insistindo, perguntei se ele não podia e ele disse que não queria falar naquele momento, mas que em breve eu saberia e que esse tempo estava sendo bom pra nós. Antes isso me daria um sentimento bom de força, um pouco de segurança. Ontem nem isso conseguiu acalmar meu coração inquieto.
Eu sei que me dei um prazo pra que tudo isso acabe. Ele não sabe quando é e percebi que se eu continuar agindo feito um caminhão desgovernado na descida, vou colocar tudo a perder, afinal quem agüenta uma deprimida no pé? Eu não agüentaria...é por isso que de certa forma precisarei não só ser forte, mas ter uma estratégia. Como num jogo sim, mas num jogo limpo. Principalmente limpo comigo mesmo. Não sei se essa situação é confortável pra ele, creio que não, mas de certa forma fica mais fácil quando você tem muita segurança em relação a outra pessoa. Não, de forma alguma estou pensando em substituir e colocar alguém no lugar dele. Dessa vez não cometerei esse erro que é meu karma desde muito nova. Num jogo limpo, jogamos com as cartas que temos. Hoje eu estou mal, mas não preciso dizer isso a ele. Decidi que a Campanha Ri volta pra Ju deve ficar em stand by, por isso amigos, não deixem de enviar suas mensagens, ele ainda as lerá, mas não por enquanto. Por ora eu mudei a senha, assim como limitei os acessos ao meu blog para convidados apenas. Fiz isso porque esse treco me ajuda a organizar minhas idéias. Enquanto escrevo muitas coisas ás vezes se elucidam e não vou abrir mão disso. Por outro lado, sei que ele lê sempre o que eu posto e dessa forma, mesmo que eu não o procure, ele saberia o estado que estou. Um pouco de mistério e escuridão talvez incomode. De qualquer forma não sumirei. Coloquei metas semanais pra mim. E ao final de cada semana vou conseguir medir tanto o quanto eu já estou aprendendo a lidar com a situação ao mesmo tempo que vou conseguir saber se minha ausência tá sendo notada. Vai ser ultra difícil? Sem dúvida, especialmente se nesse tempo ele não me procurar, mas o que mais eu posso fazer? Eu já falei o que precisava ser dito, já resolvi as pendências que precisava resolver, já mostrei o que precisava ser mostrado. Agora é com ele. Preciso confiar no nosso amor e confesso, confio, mas dentro desse quarto escuro cheio de interrogações, ás vezes tenho mais medo do bicho papão do que das perguntas sem respostas.
Com todas as pessoas que converso sempre enxergo algo que minha cegueira momentânea não me permite ver. Meu amigo me diz que isso já é cu doce. Minha tia diz que é importante eu respeitar e aprender com esse tempo. Minha cunhada diz pra eu largar mão de ser boba que todo mundo sabe o quanto ele me ama e que ficarmos juntos é uma coisa certa, mesmo que não seja imediatamente. Até meu ex-noivo deu seu parecer: compra uma bike e ocupa tua mente. Minha mãe sempre gosta de dizer “bem feito”. Hoje cedo acordei transtornada, procurei a última carta que ele me mandou pra uma sessão de auto-flagelo e me enfiei no banheiro pra ler enquanto chorava sem parar. Ela apareceu na porta e disse tudo que eu não precisava ouvir, sempre me lembrando o quanto eu sou culpada por tudo isso. Saí sem falar tchau, larguei o portão aberto e a vi saindo atrás de mim com meu iogurte. Fiquei com pena, mas ainda não estou pronta pra pedir desculpas, embora eu ache que não deva. De qualquer maneira odeio ficar brigada com ela. Fumei 4 cigarros em menos de 20km. Cheguei com os olhos vermelhos e inchados. Não tem como não notar que estou com um puta problema e aí vem outra questão: preciso parecer bem, afinal, sou a psicóloga da empresa, responsável pela minha área. Será que um diretor de uma multinacional não sofre nem por um problema de família ou mesmo com uma separação? Porque precisamos ser robôs na empresa? Esse é outro quebra-cabeças pra eu montar.
Ontem à noite resolvi entrar na net. Chequei meus e-mails e para minha surpresa tinham dois inesperados, um daquele que deu chilique outro dia e outro do Denis. É claro que do esperado não tinha nenhum, mas essa frustração eu já tiro de letra. Respondi o do primeiro que tinha sido há 8 horas e para minha surpresa a resposta veio de imediato. Na troca de mensagens ele me convidou pra sair. Recusei e fiz a contra-proposta: vem pra cá. E ele foi. Claro que foi superdivertido, afinal ele é o mais louco que já conheci. Começou a contar as histórias das bizarrices dele, relembramos coisas que fizemos e ficamos de papo por várias horas sentados na minha cama. Contei toda minha saga com o Ricardo e ouvi conselhos daquele com quem quase me casei e quem eu acreditava ser o grande amor da minha vida. Não é e ontem saquei isso mais do que nunca quando ele tentou me beijar várias vezes e eu recusei sem me sentir tentada. Foi bom o papo, ficamos ali como grandes amigos, ele fazia carinho no meu tornozelo enquanto eu segurava aquela mão faltando um pedaço de dedo. Não resta mais nada que não seja um carinho e boas recordações. Depois de fazer meus irmãos e minha cunhada morrerem de rir com mais bobeiras, ficamos na garagem escura abraçados enquanto ele me dizia coisas pra melhorar meu astral. Quando ele se foi, entrei absorvendo a última frase antes dele entrar no carro: “a vida te reserva o melhor, aceite”. Ainda fumei um cigarro com meu irmão e minha cunhada antes de passar pelo quarto do meu caçula pra pedir um puxão de orelha. Ele que já não agüenta mais esse Titanic, disse o de sempre: desencana, ocupa tua mente e deixa ele. Ficar atrás não vai adiantar, pior, vai fazer ele ficar mais pensativo ainda. Respondi o e-mail do Denis em que ele dizia “saudades de você, Nega” pensando que de certa forma, é bom saber que faço falta pra alguém, mesmo que seja uma falta sutil pra alguém que não significa mais nada pra mim. Minha cunhada ainda quis me mostrar um e-mail que o Ri mandou pra ela no dia 01/12 dizendo que embora estivesse seguindo em frente, ainda sentia muito a minha falta e que constantemente desejava minha presença com ele. Claro que abri o bocão a chorar. Dia 01/12 ele diz isso, dia 01/01 eu estava aos prantos pra ele voltar pra mim e ele subiu no pedestal e de lá não quer descer. Ok, ok, tempo ao tempo.
Um lado meu diz pra eu confiar. É como se uma voz minha me dissesse: Juliana, sua boba, ele também já disse que te ama, você sente isso, sabe disso e ele já disse que vamos ficar juntos. Espera ele botar a cabeça no lugar, resolver as pendências dele que ele vai voltar. O outro lado diz: não acredite em tudo, ele ainda pode estar confuso sobre o que sente, ele pode não estar sabendo lidar com sua insegurança e por medo de te machucar fica te "iludindo".
Acabei de ligar pra minha mãe. Mesmo sem achar que eu devia, pedi desculpas. Daí ela começou a ser um pouco mais “humana” e me dar conselhos. Claro, preciso me alimentar, ou em breve vou ficar magricela de novo. Além disso, era pra eu parar de rastejar atrás dele e dar um gelo que na opinião dela, ele voltaria mais rápido do que eu imagino. Mãe é fogo, parece que sabe tudo que vai acontecer, como se fosse uma espécie de bruxa. E de certa forma, me senti mais forte depois de ouvir o que ela me disse.
Ainda sinto meu estômago revirando. Meu celular está desligado pra que eu consiga viver sem ficar olhando pra ele o tempo todo. Recebi um e-mail com um convite pra praia e quase aceitei, até que soube que iriam pessoas que não conheço. Não me sentiria confortável na minha atual situação emocional em mostrar uma primeira impressão depressiva pra pessoas novas. De qualquer maneira preciso ocupar minha cabeça porque sei que esse final de semana vai ser barra. De todos convites que recebi, nenhum deles parece suprir o que preciso. Gostaria mesmo de poder dormir e acordar daqui uns dias...
O tempo tá passando, a contagem regressiva bate junto com meu coração. A tristeza e a saudade são fortes e não dão trégua. Existe a vontade de ligar, de ouvir algo que me dê esperança, mas também há o momento em dizer não. Não ao sofrimento, ao sentimento triste de parecer a pessoa mais patética do mundo. Só tenho que acreditar no sentimento e deixar que a vida se encarregue de todo resto. Sei que em algum momento algo dentro de mim gritará BASTA e eu começarei a sair desse círculo vicioso em que me enfiei. Terei forças pra lutar contra, pra fazer valer minhas estratégias, pra manter firme minhas decisões, pra dizer que infelizmente não sobrou mais nada além de mágoa e dor. Vou lutar pra ser forte o suficiente pra agüentar até o meu prazo, mesmo sabendo que até lá terei muitos momentos de fraqueza. Vou precisar ser orgulhosa, calculista, estratégica, racional. Meu medo é tudo isso me transformar naquele trator que eu era quando o meu maior desejo é de poder viver esse sentimento que é mais claro e verdadeiro do que nunca, mas infelizmente a decisão sobre isso não está nas minhas mãos.
Vou tentar passar o dia de hoje sem tanta amargura. E que Deus esteja comigo, segurando minha mão. Amém.
1 comment:
infelizmente vc so pode esperar mas nao deixe de viver e brilhar pq quem te conhece sabe o qto vc eh especial e merece sorrir.
beijo no C2
Post a Comment