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Sunday, April 5, 2009

Em meio as rosas





Refletir se faz natural quando se chega num momento da vida em que perdemos a direção; Tantas voltas, tantas histórias, complexos assuntos sem qualquer fundo de coerência... Ainda sim insistimos nesse atalho para a salvação chamado reflexão. É como adiar a hora da morte por alguns minutos e tentar fazer um novo futuro.

Caminhar. Você nota que está sozinho com idéias em falta, com respiração ofegante e sem qualquer argumento para você mesmo. O caminho é de rosas, o ar é de um indescritível perfume e você está sozinho, livre de qualquer mal, longe de todas as pessoas em geral... Sozinho. Daí você se pergunta; “Aqui seria o espaço entre o presente e o fim?” Eu posso te responder que sim. Na verdade, é exatamente onde você está; No espaço entre o presente e o fim. Geralmente, aqui é quando entramos num processo de reflexão quando já é tarde demais e, ainda sim, queremos corrigir o que não se corrige mais. Nesse lugar amontoado de flores, vazio, de um doce perfume, será o cenário onde você verá toda a sua vida passar e não vai poder fazer nada. É no cheiro do doce perfume que você vai chorar de arrependimento inútil e familiar. O que pude notar é que as pessoas insistem em estragar o seu futuro alimentando o presente e revivendo o passado com estruturas negativas completamente conflitantes, que não expressam nenhuma lógica acerca daquele acontecimento. Não consigo entender o quão são burras as pessoas. Todas elas.

Na estrada vazia, cercadas de lindas rosas perfumadas, eu vejo alguém; Ele está entre o presente e o fim, observando toda a sua vida parada; calado, com lagrimas nos olhos, sem nada poder fazer a respeito. Eu sentei ao seu lado e falei que era assim mesmo (Sem qualquer explicação, teoria ou base cientifica comprobatória). Não há. É assim mesmo. O que eu pude raciocinar na hora e falar ao meu amigo ao mesmo tempo, foi que nossas atitudes contam muito. Sobre qualquer coisa. Às vezes, um sorriso amarelo, um olhar de desprezo, uma atitude mal intencionada ou até mesmo um abraço não verdadeiro, implica num acontecimento futuro terrível. Você tem a oportunidade de fazer o bem, mas faz o mal. Simplesmente porque o faz, argumentando que aquilo foi o “mais fácil” naquela hora, se é que vocês me entendem. Eu explicava que um dia seriamos velhos e, inevitavelmente, por alguma coisa, precisaríamos da ajuda dos mais novos e, no entanto, insistimos eu não ajudar uma pessoa de mais idade a atravessar a rua, não oferecemos o lugar no ônibus e nem damos preferência em nada àquelas pessoas. O que seremos depois? Velhos, meu amigo. Não se esqueça disso. Aproveitando a oportunidade, eu te lembro dos animais; você lembra-se daqueles que você agrediu sem motivo nenhum? Eu lembro. Você recorda daquele cão que você deixou morrer por falta de cuidados médicos? E daquele gato que você nem deu atenção quando ele pegou uma gripe e, por conta dessa “gripe”, morreu? Eu nem quero te lembrar de tantos outros fatos, meu amigo. Estamos aqui vendo ou seu histórico de vida e tudo que sentimos é uma imensa vontade de voltar atrás.

O que palavra poderia proferir nesse momento? É o fim. Não há como consertar erros agora. Só posso dizer, com um simples olhar e nenhuma palavra, que planejem e cuidem do seu futuro; Seja honesto, bravo e honrado, para que Deus possa amá-lo. Fale a verdade mesmo que isso possa te custar à morte. Hoje, o que se encontra descrito aqui, é apenas uma reflexão, uma alusão ao que seria o dia do juízo final. Eu apenas idealizei o que seria o meu julgamento. Na precisa elogiar o que escrevo... Apenas reflita na minha reflexão.

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