Monday, October 19, 2009

Identificação das competências emocionais do psicólogo

Competência Emocional é a capacidade de lidar com emoções de uma maneira que possa ter razão no controle, sem ser uma pessoa fria, obter resultados criativos, positivos, benéficos para si mesmo e para a sociedade. É o fundamento da estrutura afetiva da personalidade que gera uma vida eficaz.

Cada pessoa tem uma maneira de se relacionar com os outros, com o ambiente, a partir do que temos dentro, nos nossos desejos, frustrações. Cada pessoa traça seus caminhos, copiamos formas de pensar e agir, mas as escolhas do foco de interpretação são pessoais. Segundo José Manuel Moran, professor e Doutor na Ciência da Comunicação, cada pessoa passa por etapas na educação emocional:

  • A competência intelectual - conhecer e organizar o sistema de idéias;
  • A competência emocional - conhecer e integrar os sentimentos, afetividade;
  • A competência ética – organizar nosso sistema de valores.

Entender nossos sentimentos é a base fundamental para o desenvolvimento da competência emocional. Um psicólogo competente pode colocar a perder sua carreira em fração de segundos, se não tiver o equilíbrio emocional, diante de situações que exijam o controle emocional. Por isso que a competência emocional é importante no controle de si próprio, e a partir daí compreender o outro.

A capacidade emocional de identificar as emoções e os sentimentos do outro, e não deixar que algo externo desvie do seu propósito é um ponto chave importante para não perder o foco dos seus objetivos, e a partir daí utilizá- lo a seu favor.

Segundo Daniel Goleman, na sua obra “Trabalhando com Inteligência Emocional”, ele destaca alguns aspectos importantes que definem o grau de competência emocional:

  • Autopercepção (perceber os sentimentos presentes nas situações);
  • Autocontrole (administrar emoções);
  • Capacidade de lidar com frustrações e se auto-motivar;
  • Auto-estima e a autoconfiança;
  • Habilidade de fornecer e receber feedback;
  • Adaptabilidade;
  • Saber lidar com o sucesso e insucesso;
  • Capacidade de capitalizar experiências de forma positivas;
  • Empatia (percepção dos sentimentos, necessidades e preocupações dos demais);
  • Capacidade de inter-relacionamento;
  • Leitura dos contextos das relações;
  • Capacidade de fazer uso da intuição;
  • Habilidade política e persuasiva;
  • Comunicação;
  • Conhecimento e gerenciamento de conflitos;
  • Capacidade de postergar e administrar a ansiedade;
  • Possibilidade de transformar situações de crise em oportunidades.

    E segundo o mesmo autor, a Competência Emocional, “é uma capacidade adquirida, baseada na inteligência emocional, que resulta em um desempenho destacado no trabalho” (Goleman, 1995). Esse é um aspecto importante, pois não quer dizer que ao desenvolver um significativo grau de Inteligência Emocional (IE), a pessoa também terá como consequência adquirido a competência emocional. Esse deve ser um objetivo a conquistar; todo psicólogo deveria desenvolver primeiro a inteligência emocional e, tendo esse objetivo alcançado, desenvolver as competências emocionais. Que sem dúvidas é o diferencial entre os psicólogos que consegue bons resultados com seus clientes/pacientes.

    De acordo com Suzy Fleury, psicóloga e coach empresarial e esportiva, relata sobre empatia ”Possuir essa capacidade essa é uma maneira emocionalmente inteligente de sobreviver, independente de onde e como estivermos. À medida que mudam as características do mundo e, mais especificamente, do trabalho, essas habilidades podem contribuir não apenas para competência rotineira e os resultados esperados são: alimentos para o prazer o e a realização”.

    Em suma, podemos dizer que para nós como psicólogos, as competências emocionais tem como objetivo dinamizar uma boa gestão emocional nos sujeitos e, não somente como um aspecto profissional, mas com uma contribuição significativa para nós como pessoas integrantes de uma comunidade, de um meio social.

    Ter competência emocional, basicamente, é está com o controle de si próprio. E isso, sem dúvidas, é o ponto crucial para o psicólogo. Ter o autocontrole de suas emoções para não entrar na emoção do outro. É não permitir que algo externo desvie do seu propósito. Implica não se deixar pressionar pelo estresse e não entregar seu “autodomínio” seja pra quem for (paciente/cliente). É uma atitude interna.

    O psicólogo que tem autoconsciência de seus processos internos, com habilidades para interagir com eles e fazer escolhas adequadas, demonstra sua competência emocional. São os profissionais que não se deixam levar pelo o que acontece durante o seu trabalho com o outro e, nem se deixam levar pelos acontecimentos pessoais, pelo menos, durante suas atividades profissionais. Sabem manter o foco nos seus objetivos e não se deixam abater com as dificuldades.

A inteligência emocional no trabalho e nas organizações desenvolve as habilidades dos indivíduos, como: a autoconfiança, controle da ansiedade, concentração e preparação mental, motivação metal, o confronto em situações de problemáticas e estressantes do comportamento em plano individual e/ou coletivo. Ou seja, compreender e desenvolver a saúde psíquica tanto das pessoas e dos grupos, como nas organizações e comunidades, através de ações preventivas e intervenções psicossociais, psicoterapêuticas e educativas, o tratamento/método, vai depender do foco do trabalho. Tem como consequência, uma probabilidade maior do indivíduo desenvolver as competências emocionais.

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