Trabalho em RH desde 2005, quando entrei na faculdade de Psicologia. Antes, porém, passei por setores administrativos, financeiros, comércio exterior e compras. Trabalhei em indústria, comércio e prestadores de serviços. Experenciei o dia a dia em empresas nacionais, multinacionais de pequeno, médio e grande porte, ou seja, já vi muita coisa no mundo corporativo.
Demorei alguns anos pra saber o que eu queria profissionalmente e como muita gente, fui seduzida pelo curso de Administração. Legal, é um curso abrangente e aprendi coisas ali que me são úteis até hoje, mas não, eu não estava nada satisfeita e lá pelo final do primeiro ano do curso, admirada pela postura de um gestor que eu tinha na área financeira, que já tinha sido gerente de RH e sabia como ninguém liderar uma equipe, me interessei pela área. Pensei: se faço administração posso trabahar em diversas áreas, certo? Parcialmente certo. Eu tentei por algum tempo migrar pra RH, mas só me apareciam propostas na área financeira. Tranquei a matrícula indo para o terceiro ano com o seguinte pensamento: 4 anos de faculdade de um curso que você não gosta é fácil de aguentar, mas trabalhar a vida toda numa coisa que não faz você vibrar é tortura chinesa e eu não preciso seguir em frente.
Lá vou eu, no alto dos meus quase 25 anos prestar vestibular de novo, fazer matrícula de novo, e começar tudo de novo, porém com uma expectativa diferente. Eu tinha um emprego bom, numa multinacional gigante, com um salário razoável pra alguém que não tinha sequer um curso superior completo, mas trabalhar pra mim era um fardo, daqueles que você carrega dois sacos de cimento ao mesmo tempo durante 8 horas por dia. Eu era infeliz, não conseguia me adaptar. Aquela disputa para ser o mais queridinho do chefe, para ter a melhor coleção de sapatos, para contar mais vantagens me deixava mal. Eu passei a ter sérios problemas de saúde, a perder a minha identidade, a sentir desespero ao pensar: amanhã é segunda e eu não quero ir pra lá...
Em janeiro eu entrei na faculdade, em maio consegui com que eles me mandassem embora consciente de que dali pra frente eu iria partir do zero e isso implicava a ganhar muito menos do que eu ganhava. Aliás, menos do que custava a mensalidade da escola. Outras vagas me foram oferecidas na área financeira e na de compras, onde eu atuava na tal multinacional, mas eu tinha um objetivo que era entrar em RH e depois de 2 meses explicando toda essa história que vocês leram (ou não) para recrutadores, eu consegui uma vaga de estágio numa prestadora de serviços de informática. O salário, como era de se esperar, não pagava nem a mensalidade, mas eu topei levando em consideração que meu seguro desemprego me suportaria por alguns meses, até que algo melhor aparecesse.
E essa foi minha primeira experiência na área...lá, eu era a legítima estagiária. Daquelas que tira cópias, que faz o trabalho que ninguém quer fazer. E incrível - eu fazia feliz. Aprendi o "beabá" da área. O que é entrevista coletiva, como preparar uma dinâmica de grupo, o que dizer pra um candidato reprovado, quais documentos recolher numa admissão. Tava legal, mas eu percebi que meu seguro-desemprego ia acabar e eu não tinha nenhuma expectativa de melhora de bolsa-auxílio naquele momento. Tive que matutar e concluir que era hora de me mexer novamente. Alguns meses depois eu entrei numa multinacional e aí sim tive uma certeza: valeu a pena.
Dali pra frente a coisa foi evoluindo. Dessa multinacional pulei pra outra um ano depois, com um salário equivalente ao que eu tinha como efetiva e depois fui parar na sede de um banco, o que me fez chegar a uma conclusão: a idéia de que as empresas gigantes são melhores não condiz com meu pensamento. Todos os dias era como se fosse uma largada, com uma estagiária (um monte de mulher junto então, não precisa nem falar) puxando o tapete da outra e tentando a todo custo ocupar um lugar como analista. Em dois meses eu já tinha percebido que estava no lugar errado. Eu que sempre fui comunicativa, agitadora dos happy hours, a que todos diziam que tinha que ser Relações Públicas ou trabalhar em Marketing me sentia um bichinho do mato. Até que pra ajudar sofri um acidente bobo, mas que me deixou engessada por 40 dias. Quando voltei o banco tinha sido vendido, estava o clima do "salvem-se quem puder" e eu que já havia me excluído e percebido que eu não queria evoluir ali porque o trabalho de uma analista era ainda mais chato que o meu, de apertadora de parafusos, fui felizmente dispensada. Uma experiência que hostamente na parte técnica não me agregou nada. Ainda não entendi porque eles precisam de estagiários com experiência, segundo idioma, com perfil de líder se eles colocam todos pra alimentar uma planilha por 1 ou 2 anos, deixam o pobre coitado assistir a umas dinâmicas de grupo e depois dispensam. Já era hora de ser efetiva, as limitações de ser estagiária era algo que me deixavam irritadas e eu me sentia apta pra conseguir algo com mais autonomia. Deu certo...mas isso eu conto outra hora senão vocês nunca mais vão ler meu blog...rs
Demorei alguns anos pra saber o que eu queria profissionalmente e como muita gente, fui seduzida pelo curso de Administração. Legal, é um curso abrangente e aprendi coisas ali que me são úteis até hoje, mas não, eu não estava nada satisfeita e lá pelo final do primeiro ano do curso, admirada pela postura de um gestor que eu tinha na área financeira, que já tinha sido gerente de RH e sabia como ninguém liderar uma equipe, me interessei pela área. Pensei: se faço administração posso trabahar em diversas áreas, certo? Parcialmente certo. Eu tentei por algum tempo migrar pra RH, mas só me apareciam propostas na área financeira. Tranquei a matrícula indo para o terceiro ano com o seguinte pensamento: 4 anos de faculdade de um curso que você não gosta é fácil de aguentar, mas trabalhar a vida toda numa coisa que não faz você vibrar é tortura chinesa e eu não preciso seguir em frente.
Lá vou eu, no alto dos meus quase 25 anos prestar vestibular de novo, fazer matrícula de novo, e começar tudo de novo, porém com uma expectativa diferente. Eu tinha um emprego bom, numa multinacional gigante, com um salário razoável pra alguém que não tinha sequer um curso superior completo, mas trabalhar pra mim era um fardo, daqueles que você carrega dois sacos de cimento ao mesmo tempo durante 8 horas por dia. Eu era infeliz, não conseguia me adaptar. Aquela disputa para ser o mais queridinho do chefe, para ter a melhor coleção de sapatos, para contar mais vantagens me deixava mal. Eu passei a ter sérios problemas de saúde, a perder a minha identidade, a sentir desespero ao pensar: amanhã é segunda e eu não quero ir pra lá...
Em janeiro eu entrei na faculdade, em maio consegui com que eles me mandassem embora consciente de que dali pra frente eu iria partir do zero e isso implicava a ganhar muito menos do que eu ganhava. Aliás, menos do que custava a mensalidade da escola. Outras vagas me foram oferecidas na área financeira e na de compras, onde eu atuava na tal multinacional, mas eu tinha um objetivo que era entrar em RH e depois de 2 meses explicando toda essa história que vocês leram (ou não) para recrutadores, eu consegui uma vaga de estágio numa prestadora de serviços de informática. O salário, como era de se esperar, não pagava nem a mensalidade, mas eu topei levando em consideração que meu seguro desemprego me suportaria por alguns meses, até que algo melhor aparecesse.
E essa foi minha primeira experiência na área...lá, eu era a legítima estagiária. Daquelas que tira cópias, que faz o trabalho que ninguém quer fazer. E incrível - eu fazia feliz. Aprendi o "beabá" da área. O que é entrevista coletiva, como preparar uma dinâmica de grupo, o que dizer pra um candidato reprovado, quais documentos recolher numa admissão. Tava legal, mas eu percebi que meu seguro-desemprego ia acabar e eu não tinha nenhuma expectativa de melhora de bolsa-auxílio naquele momento. Tive que matutar e concluir que era hora de me mexer novamente. Alguns meses depois eu entrei numa multinacional e aí sim tive uma certeza: valeu a pena.
Dali pra frente a coisa foi evoluindo. Dessa multinacional pulei pra outra um ano depois, com um salário equivalente ao que eu tinha como efetiva e depois fui parar na sede de um banco, o que me fez chegar a uma conclusão: a idéia de que as empresas gigantes são melhores não condiz com meu pensamento. Todos os dias era como se fosse uma largada, com uma estagiária (um monte de mulher junto então, não precisa nem falar) puxando o tapete da outra e tentando a todo custo ocupar um lugar como analista. Em dois meses eu já tinha percebido que estava no lugar errado. Eu que sempre fui comunicativa, agitadora dos happy hours, a que todos diziam que tinha que ser Relações Públicas ou trabalhar em Marketing me sentia um bichinho do mato. Até que pra ajudar sofri um acidente bobo, mas que me deixou engessada por 40 dias. Quando voltei o banco tinha sido vendido, estava o clima do "salvem-se quem puder" e eu que já havia me excluído e percebido que eu não queria evoluir ali porque o trabalho de uma analista era ainda mais chato que o meu, de apertadora de parafusos, fui felizmente dispensada. Uma experiência que hostamente na parte técnica não me agregou nada. Ainda não entendi porque eles precisam de estagiários com experiência, segundo idioma, com perfil de líder se eles colocam todos pra alimentar uma planilha por 1 ou 2 anos, deixam o pobre coitado assistir a umas dinâmicas de grupo e depois dispensam. Já era hora de ser efetiva, as limitações de ser estagiária era algo que me deixavam irritadas e eu me sentia apta pra conseguir algo com mais autonomia. Deu certo...mas isso eu conto outra hora senão vocês nunca mais vão ler meu blog...rs
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