Ontem fomos pra casa da minha tia. Estávamos todos os primos lá. Somos no total 6 levando em consideração que desses 6, dois são meus irmãos. Se juntar com a parte do meu pai aumentam dois. Nossa família é minúscula e se continuar todo mundo encalhado do jeito que tá, vai desaparecer. Só um primo meu por parte de pai deixou descendente por enquanto. Os Bauers continuam resistentes à idéia de ter filhos. Aliás, ontem estávamos discutindo isso. Foi o ponto alto da noite. Lembramos da nossa tia Kody, irmã da nossa vó, que chegou a casar, mas abandonou o marido muito cedo e viveu sozinha. Vive ainda, na verdade. Atribuimos a vida longa dela ao fato dela não ter tido filhos. São teorias consideráveis, convenhamos.
Eu tenho um primo 25 dias mais novo que eu. Crescemos juntos. Nascemos no mesmo quintal, engatinhávamos pelos mesmos corredores e roubávamos refrigerante do esconderijo do meu vô juntos. Eu frequentemente dormia na casa dele nas férias da escola depois que me mudei pra casa que moro até hoje e minha tia nunca foi minha madrinha, mas eu a chamava assim quando pequena. Crescemos, não tínhamos mais interesses nem amigos em comum e nossa relação foi acabando, acabando, acabando...ontem quando entrei na sala e o vi sentado, quase desmaiei. Eu nem o reconheci. E ele é meu primo-irmão, mora a menos de 5 km da minha casa e sim, possui internet. Como pode sermos tão estranhos um pro outro?
Todos os anos a gente tira uma foto juntos. Eu e meus irmãos. Fazemos isso desde o Natal de 2004. Minha mãe coloca a foto num porta-retrato na estante e fazemos comparações com as dos anos anteriores. Ontem tiramos de todos os primos, que é essa que ilustra esse post. De um lado eu, a mais velha de todos eles, no outro extremo, minha prima. Somos as únicas mulheres. A primeira e a última dessa geração. Temos 16 anos de diferença e lamento que ela não possa ser minha companheira de viagens, baladas e afins.
Hoje acordei com aquela dor de cabeça que há tempos não sentia. Aquela enxaqueca que me persegue há anos. Mal conseguia levantar da cama, parecia que eu tinha tomado uma marretada na cabeça. Argh! Resolvi ficar em casa, no silêncio bem-vindo, na companhia dos meus dogs e da minha fiel TV a cabo. Não tomei remédio, claro, como sempre, mas a dor já diminuiu bastante.
Estou superansiosa pra amanhã. Ainda quero encher o tanque e calibrar os pneus hoje. Assim que eu voltar do posto pretendo já carregar o carro pra amanhã cedo a gente só resolver pequenas pendências com nossos ingressos do show e cair na estrada. O tempo tá uma merda, mas nem isso nos desanimou. Hoje quando falei com a Beca sobre essa chuva chata ela disse: Vc liga? Percebi que nem um pouco! rs
Na terça o Ri veio aqui em casa. Fui com ele na adega, mas estava fechada. Ele, como sempre gentil, me trouxe pacotes de Calipsos que eu já devorei sem chance nenhuma de levá-las como suprimento na viagem. Ficamos horas conversando aqui em casa e falando sobre a vida. Esse é alguém especial, de coração bom, de caráter e disposto a tudo pela pessoa que ama. Infelizmente nossa história não deu certo. Talvez muito mais por minha culpa do que por ele. Talvez ele tenha sido bom demais pra mim e eu não dei valor. Eu reconheço que não fui uma boa namorada, mas eu o amei muito e de certa forma, ainda amo a pessoa que ele é. Talvez a gente tenha que aprender coisas separados pra em breve tentarmos de novo. Tenho comigo que já aprendi muitas coisas desde que nosso namoro acabou e que vejo que é difícil encontrar por aí, caras como ele. Eu quero que ele seja feliz porque definitivamente, ele merece. E eu também! Espero que possamos fazer isso um ao outro. Espero que logo...
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