Ô semana que começou bombando!
O Wiliam saiu da empresa. Claro que como parte do seu plano, ele simplesmente se aproveitou do fato do meu chefe estar com visita durante todo o dia pra me omitir da situação. Sorte que Lil’ P., sempre meu trutinha, me passou o serviço assim que percebeu uma movimentação estranha. Cada coisa que acontece por lá...
Passei o almoço estudando com o Pietro no PEME. Claro que estudar mesmo a gente o fez em 20% do tempo, o resto ficamos rindo e trocando músicas. Antes de descer ele parou na escada e me pediu um abraço. Eu não queria contato físico porque sempre complica tudo, mas ele me colocou no meio dos braços dele e foi um abraço especial, daqueles que a gente acolhe e é acolhido, daqueles que você não quer mais soltar. É, estou carente de sinceridade mesmo, de um abraço sentido pelo coração. E não me sinto envergonhada por isso, é o que estou sentindo e ponto! Ele olhou nos meus olhos, respirou fundo, mas não disse nada. Não precisou.
Fui embora e o Ri me ligou. Ficamos conversando e rindo de nossas bebedeiras. Falamos de nossos momentos profissionais em ascensão e sobre a vida. Claro, falamos da “coincidência” monstra de nos encontrarmos na balada no sábado. Cada coisa...rs
Entrei na biblioteca e encontrei a Régis. Ficamos lá estudando e depois paramos pra fazer um papo-cabeça. Engraçado, ás vezes algumas pessoas quase 10 anos mais nova que você vem e te dá um peteleco na testa. Foi uma conversa um tanto dura, mas que me ajudou a refletir sobre coisas de uma ótica diferente.
Sou muito cobrada por ser psicóloga, como se eu fosse Deus ou coisa parecida. As pessoas acham que eu leio pensamentos, que eu não erro e que posso conseguir qualquer coisa hipnotizando alguém. A verdade é que em casa de ferreiro o espeto é de pau. Com a nossa vida muitas vezes a gente faz o contrário do que deveria, mesmo sabendo que tá errado. Mas qual seria a graça se a gente tivesse controle sobre tudo?
Eu pensei muito no que a Ju me falou ontem. Ela me estressa com seus xiliques ás vezes, mas com ela não tem lero-lero, se ela tem algo pra te falar, fala mesmo e pode doer o quanto doer, ela passa o recado. E foi o que aconteceu. Ela me perguntou, eu contei e ela deu seu parecer com meu aval. Não foi fácil ouvir. Aquela velha “a verdade dói” se aplicou, mas ao invés de triste fiquei até um pouco, digamos, animada, como se eu tivesse enxergado algo que não tava vendo e o pior, bem debaixo do meu nariz. Ficamos cegos e burros quando estamos apaixonados, isso é vero, mas ainda bem que a paixão é passageira. Eu sempre falei isso pras pessoas, é fácil amar um pavão. O pavão é lindo, tem aquelas penas maravilhosas, fica lá desfilando pra todo mundo admirar...dureza é quando você olha bem e percebe que o pavão é na verdade um frango depenado e as penas foram por conta da sua imaginação. Amar o pavão é moleza, amar o frango é amar mesmo. Ás vezes temos mil motivos pra não gostar de alguém e apenas um pra gostar e nos apegamos a ele. Pode ter certeza, cedo ou tarde, não vai funcionar. Sem contar que a psicanálise já diz: a paixão é projeção. Vemos no outro o que queremos ver. Cada vez mais as coisas se elucidam.
Comprometimento foi a palavra que mais me marcou. De que adianta você ter talento se não se dedica? É Julis, você tem razão nesse aspecto. Nesse dilema que me encontro suas palavras me ajudaram bastante. A sinceridade quase selvagem foi entendida. Ainda cheguei em casa e fiquei de papo com meu irmão por um tempo e vi que as pessoas não me reconhecem e não apóiam minhas escolhas justamente porque ando meio bichinho do mato, meio pequenininha demais. As respostas vem com o passar do tempo, vem um pouquinho a cada dia, sejam positivas ou negativas. A grande verdade é que o sofrimento é passageiro, o aprendizado é pra sempre.
O Wiliam saiu da empresa. Claro que como parte do seu plano, ele simplesmente se aproveitou do fato do meu chefe estar com visita durante todo o dia pra me omitir da situação. Sorte que Lil’ P., sempre meu trutinha, me passou o serviço assim que percebeu uma movimentação estranha. Cada coisa que acontece por lá...
Passei o almoço estudando com o Pietro no PEME. Claro que estudar mesmo a gente o fez em 20% do tempo, o resto ficamos rindo e trocando músicas. Antes de descer ele parou na escada e me pediu um abraço. Eu não queria contato físico porque sempre complica tudo, mas ele me colocou no meio dos braços dele e foi um abraço especial, daqueles que a gente acolhe e é acolhido, daqueles que você não quer mais soltar. É, estou carente de sinceridade mesmo, de um abraço sentido pelo coração. E não me sinto envergonhada por isso, é o que estou sentindo e ponto! Ele olhou nos meus olhos, respirou fundo, mas não disse nada. Não precisou.
Fui embora e o Ri me ligou. Ficamos conversando e rindo de nossas bebedeiras. Falamos de nossos momentos profissionais em ascensão e sobre a vida. Claro, falamos da “coincidência” monstra de nos encontrarmos na balada no sábado. Cada coisa...rs
Entrei na biblioteca e encontrei a Régis. Ficamos lá estudando e depois paramos pra fazer um papo-cabeça. Engraçado, ás vezes algumas pessoas quase 10 anos mais nova que você vem e te dá um peteleco na testa. Foi uma conversa um tanto dura, mas que me ajudou a refletir sobre coisas de uma ótica diferente.
Sou muito cobrada por ser psicóloga, como se eu fosse Deus ou coisa parecida. As pessoas acham que eu leio pensamentos, que eu não erro e que posso conseguir qualquer coisa hipnotizando alguém. A verdade é que em casa de ferreiro o espeto é de pau. Com a nossa vida muitas vezes a gente faz o contrário do que deveria, mesmo sabendo que tá errado. Mas qual seria a graça se a gente tivesse controle sobre tudo?
Eu pensei muito no que a Ju me falou ontem. Ela me estressa com seus xiliques ás vezes, mas com ela não tem lero-lero, se ela tem algo pra te falar, fala mesmo e pode doer o quanto doer, ela passa o recado. E foi o que aconteceu. Ela me perguntou, eu contei e ela deu seu parecer com meu aval. Não foi fácil ouvir. Aquela velha “a verdade dói” se aplicou, mas ao invés de triste fiquei até um pouco, digamos, animada, como se eu tivesse enxergado algo que não tava vendo e o pior, bem debaixo do meu nariz. Ficamos cegos e burros quando estamos apaixonados, isso é vero, mas ainda bem que a paixão é passageira. Eu sempre falei isso pras pessoas, é fácil amar um pavão. O pavão é lindo, tem aquelas penas maravilhosas, fica lá desfilando pra todo mundo admirar...dureza é quando você olha bem e percebe que o pavão é na verdade um frango depenado e as penas foram por conta da sua imaginação. Amar o pavão é moleza, amar o frango é amar mesmo. Ás vezes temos mil motivos pra não gostar de alguém e apenas um pra gostar e nos apegamos a ele. Pode ter certeza, cedo ou tarde, não vai funcionar. Sem contar que a psicanálise já diz: a paixão é projeção. Vemos no outro o que queremos ver. Cada vez mais as coisas se elucidam.
Comprometimento foi a palavra que mais me marcou. De que adianta você ter talento se não se dedica? É Julis, você tem razão nesse aspecto. Nesse dilema que me encontro suas palavras me ajudaram bastante. A sinceridade quase selvagem foi entendida. Ainda cheguei em casa e fiquei de papo com meu irmão por um tempo e vi que as pessoas não me reconhecem e não apóiam minhas escolhas justamente porque ando meio bichinho do mato, meio pequenininha demais. As respostas vem com o passar do tempo, vem um pouquinho a cada dia, sejam positivas ou negativas. A grande verdade é que o sofrimento é passageiro, o aprendizado é pra sempre.
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