Estou de TPM mesmo sabendo que esse mês nem direito a isso eu tenho. Argh! Estou com dor de cotovelo porque tem nego me esnobando. Ok, ok, faz parte do jogo, I know. Estou estressada porque não consigo sair do meu trabalho no horário e fico horas presa no trânsito por conta disso. Fora isso eu odeio Natal e toda essa hipocrisia de fim de ano. Me irrita ter que pensar nas pessoas que eu preciso dizer "Feliz Natal!", mesmo quando eu quero dizer uma coisa menos educada. Fora isso me dá muita raiva não encontrar uma vaga no shopping, ver aquele monte de criancinha berrando com seus pais os presentes que exigem do Papai Noel filho da puta! (Não fui eu quem disse, foi o João Gordo).
Tudo é cheio, tudo é caro e todo mundo se aproveita dessa data capitalista. Certo são os Testemunhas de Jeová que passam indiferentes e não se contaminam com as "compensações de Natal". A mãe que passa o ano inteiro sem conversar com o filho porque trabalha demais e é muuuuito ocupada compra o melhor brinquedo, o mais caro, o que ele quiser (pode escolher o que você quiser, meu amor!). Bela madre, não? Ainda bem que existe Natal senão ela se sentiria culpada por abandoná-lo pra babás o resto do ano. Ou pior, tivesse que parar de olhar pro próprio umbigo pra conversar e participar da vida do filho. Quanto sofrimento, não? Depois ainda dizem que ser mãe é "plenitude". Ah me poupem!
Dane-se o Natal, o importante é que tem férias coletivas. Sou sincera, ué! Aliás, ás vezes sou selvagem como diz meu fodástico professor de Psicodiagnóstico.
Agora á tarde aconteceu uma coisa no mínimo intrigante. Estava eu na minha mesa passando umas fotos da empresa pro Pi enquanto conversávamos sobre a vida. Hoje não é um bom dia pra ele. Nem pra mim. Nossa cara denunciava a quem tivesse a boa vontade de apenas olhar pra gente. E assim, que ele saiu do meu lado, como um bom pai protetor, Lil' P. me perguntou o que o "menino tinha". Achei um tanto estranho, pois de certa forma ele expôs pra mim que não tinha acesso ao que se passava com aquele que trabalha na mesma sala e dorme na mesma casa que ele e portanto, expôs sua intimidade. Eu disse que não sabia, mas ás vezes não convenço, especialmente quando sei que fui pega mentindo. Ele insistiu: "ele não falou nada pra você?". Lá vou eu botar panos quentes e em tom de brincadeira lancei: "ah, ele tá carente porque você dá mais atenção pra mim do que pra ele". E assim o papo se estendeu enquanto a gente caminhava pra fábrica. Eu senti algo no ar. Meu amigo Lil' P. não é bobo, ele sacou o filho, me sacou e naturalmente sacou que eu sabia de algo. Eu não poderia expor o que eu sabia, isso é fato, mas ele me sondou e acabei falando algumas coisas sem muita importância, como o fato da nossa amizade ser mais estreita fora da empresa. Agora eu tenho certeza que essas pecinhas estão fazendo a cabeça do italiano montar quebra cabeças nesse momento. Ah se eu conheço um pouquinho aquele homem a essa altura ele já decifrou até o que eu ainda não sei! Tadinho do Pi, só me restou ligar, dizer o que tinha acontecido e prepará-lo pra perguntas. Elas com certeza acontecerão...
Ainda deu tempo de brigar com o namorado e tomar aquela carcadinha básica do big boss que eu nem sei mais porque foi mesmo. Ufa!!!
Aproveitando a bizarrice do meu dia, minha cara de ass e meus ataques de carência ridículos, passei na casa do meu ex-noivo e karma pra levar dois pares de chinelos que ganhei do Lil' P.. Sei que ele faz um trabalho superlegal sendo palhaço em hospitais, arrecadando dinheiro e donativos pro pessoal carente e com certeza achará duas pessoas que farão bom uso dos pisantes. Como é estranho entrar naquela rua tão próxima da minha, mas que eu nunca mais passei, parar em frente àquela casa, apertar a campainha e esperar alguém sair pra te atender. Mais bizarro que isso é achar algo tão normal ser tão esquisito.
Definitivamente eu sou esquisita e estou de TPM, além de estar com dor de cotovelo e perdida!
God bless me!
No comments:
Post a Comment