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Thursday, January 8, 2009

Enfim, a viagem!


Bom, passei muitos dias que antecederam a viagem de férias comentando minha euforia em passar 10 dias na vida boa. Pois bem, agora é hora de falar sobre as coisas boas e engraçadas que aconteceram na viagem.

O percurso em si já foi divertido, apesar do trânsito que pegamos na Tamoios. Achamos a casa de primeira, foi muito fácil. A princípio fomos muito bem recebidas pelo dono da edícula que depois passou a ser avícola, mas isso é outra história que eu vou contar depois. A questão é que nossas malas diziam que estávamos nos mudando do planeta Terra. Tinha muita roupa, muita Melissa, muito perfume, muito brinco, muito goró. Não parava de sair coisa do carro. Chegamos e já era noite, acabamos só saindo pra comprar um lanche e voltamos porque depois de 5 horas de estrada, eu estava com o corpo todo moído. Dormimos relativamente cedo e no dia seguinte fomos conhecer Maresias. Aí sim acho que a viagem começou. Antes de sair fiz um squeeze de vodcka com energético pra Pelanda. Eu não tinha intenção de beber porque estava dirigindo e até que eu conhecesse bem por onde eu tava passando, achava por bem estar sóbria. Acontece que a Dona Pelanda bebeu tudo que tinha naquela garrafinha e ficou no grau...tudo bem, não vou contar a parte do supermercado, mas eu quase dei um peteleco nela...rs

Ainda no sábado estávamos supermegapower empolgadas e decidimos ir ao Sirena. Definitivamente é uma balada linda, tirando os decks que engolem nossos saltos. A música é eletrônica o que eu confesso, já to de saco cheio de ouvir, mas mesmo assim valeu. Nós conhecemos o Mormaço (o que não parece, mas queima...rs) e um amigo grudento dele que por cabacisse queimou minha mão com o cigarro. Enfim, demos risada, dançamos e não bebemos porque tudo era muito caro e a entrada em si já tinha sido uma pequena facada, mas valeu.

Nesses dois dias eu ainda estava guardando o carro na garagem, que ficava na casa do senhor que tinha alugado a casa, mas como todos os dias quando íamos pegar o carro ele vinha com uma nova “recomendação”, acabei deixando meu carro na rua pra evitar o stress, pois no domingo à noite estávamos dentro de casa assistindo Nip/ Tuck na madruga, as duas bodeadas quando meu celular tocou. Fui atender e era o Ri. Como eu sabia que o papo ia longe, fui pro banheiro pra não atrapalhar a Beca. Lá estou eu conversando com ele quando chega uma mensagem nos nossos celulares (meu e dela) dizendo que estávamos fazendo muito barulho. Fiquei muuuuito possessa! Meu, a gente parecia duas santas, nem risada a gente tava dando, a casa tava todinha fechada, uma vendo TV e outra no celular trancada no banheiro. Ele definitivamente não sabia o que era barulho...

Na segunda fomos pro Guaru, pra ver o show do Chiclete e Babado. Tava muito calor mas na estrada, como tava andando bem, foi gostoso. Viajamos quase 2 horas até chegarmos lá e nos depararmos com o caos. Tudo parado! Ficamos cerca de uma hora só pra entrar no Guarujá e ainda tínhamos que buscar os abadás que por uma questão inexplicável, ninguém sabia onde ficava o estádio municipal da cidade. No caminho o filho do dono da casa que alugamos nos ligou pra fazer uma social porque ele percebeu que não tínhamos gostado da chamada que tomamos na véspera e respondemos a mensagem educadamente dizendo que aquilo já estava muito desconfortável. Ele aproveitou pra dizer que tinha dois amigos no Guaru e que podíamos nos encontrar com eles lá, andar de Jet ski ou até tomar banho antes do show. Eu sou meio desconfiada pra esses “esquemas”, mas como íamos pra praia de qualquer jeito, topamos. Daí quem passou a ligar foi um dos caras e acabamos encontrando com eles na Enseada. São dois irmãos, gente boníssimas. Ficamos conversando, rindo e bebendo, mas como o show estava marcado pras 19h, acabamos indo embora logo. Estávamos morrendo de calor e precisávamos arrumar um canto pra tomar banho. Por sorte e cara de pau, a Pelanda conseguiu que tomássemos banho da casa do dono do estacionamento. Foi engraçado a gente entrando com toalha e roupa na casa da pessoa, pedindo licença pro pessoal que tava comendo na sala e indo pro chuveiro. Ainda customizamos nossos abadás, fizemos um esquenta de leve e fomos, já lá pelas 20h pra porta. Ainda tava fechado e acho que demorou pelo menos uma hora pra liberar a entrada. Eu já tava ficando cansada, afinal dirigir horas naquele calor e depois ficar de pé esperando não é muito agradável. Pois bem, entramos e tinha um DJ pra dar uma animada. Começou com o Rappa e depois foi indo pro house, estávamos até animadas, ficamos bem na grade embaixo do palco e tal, mas conforme as horas iam passando e a fome ia batendo, eu comecei a ficar irritada. Já era quase meia noite, a hora que imaginamos que estaria terminando o segundo show quando o Chiclete entrou. Claro que não tem como ficar de mau humor no show deles, até porque na hora que a cortina se abriu e o Dell apareceu sorrindo, desbancou todas as pessoas que já estavam irritadas como eu. Foi muito gostoso, cantamos, pulamos, bebemos, tiramos fotos, filmamos, enfim, fizemos tudo que as pessoas fazem...rs. Acontece que já na metade do show meu estômago começou a revirar de fome e eu comecei a ter umas cólicas animais. Quando Chiclete foi embora ainda esperamos uma meia hora pelo Babado, mas eu tava muito mal e ainda tínhamos 150 km de volta pra casa. Resolvemos ir embora. Paramos pra comer, abastecemos e caímos na estrada. Eu com muito medo, afinal boa parte do percurso é um breu louco, eu estava morrendo de sono e cansada. Fiz a Pelanda conversar comigo até Maresias. Depois disso ela apagou, mas graças a Deus chegamos sãs e salvas em casa.

Na terça ficamos meio a toa. Eu ainda estava com o corpo todo dolorido de dirigir, de pular, de cansaço mesmo. Acabamos ficando no centrinho e depois ela ainda foi caminhar e eu como uma boa mamãe ursa, fiquei, lógico, assistindo filme. Na madruga chegou o Ri, meu irmão, uma amiga do Ri e a amiga dela, que por sinal agora é nossa amiga também.

Deixando de lado todo o drama da novela Titanic: Ricardo e eu, vou falar das coisas boas. A gente bebeu muuuuito, acabamos com a Tequila, com as Vodckas, os energéticos, cervejas e Cocas-Cola, deu muita risada, meu irmão saiu pegando geral e eu não precisei dirigir mais até o dia da volta pra casa. Fotos então tiramos muitas, filmes assistimos vários e a convivência foi muito legal entre todos.

Ás vezes a Pelanda e eu comentávamos que ao mesmo tempo que parecia que estávamos lá há muito tempo, tinha passado muito rápido. Eu sinceramente ficaria por mais uns 10 dias lá fácil, fácil...

Bom, eu sempre digo: viajar é ótimo, mas voltar pra casa é sempre melhor. Chegar e ver sua família, seu quarto, sua cama, seus cachorros fazendo festinha, suas fotos não tem preço. Ah, e nada como voltar a ver TV a cabo. Eu liguei a TV e implorei: esteja passando Friends, só pra eu me lembrar que estou aqui no meu quarto, mas não estava...tudo bem, fiquei lá desfazendo as malas, tentando guardar o que era possível no guarda-roupa e refletindo sobre como essa viagem mudou algumas coisas em mim. Pensei no que fazer de bom esse ano, e não só porque é Ano Novo, mas porque eu quero fazer sempre...

Cheguei aqui na terça e claro, todo retorno de férias é estranho. Você esquece os ramais das pessoas, a senha do seu telefone, onde guardou o grampeador. Depois precisa ler os e-mails, ver o que é mais urgente, retomar o que você deu pause há semanas atrás. Eu demorei praticamente o dia todo pra conseguir me situar, mas já comecei a matar alguns leões. Bom, que 2009 seja um ano ainda melhor que 2008. Eu vou fazer minha parte, o destino faz a dele.

Beijos!

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