I. Origem Histórica Bíblica, Surgimento da EDC VT.
1.1 Raízes
1.2Nos dias de Moisés
Examinando o Pentateuco vemos que no princípio entre o povo de Deus, eram os próprios pais os responsáveis pelo ensino da revelação divina no lar. O lar, então, era de fato uma escola onde os filhos aprendiam a temer e amar a Deus (Dt 6:7; 11:18-19).
Havia também reuniões públicas de que participavam homens, mulheres e crianças aprendendo a lei divina (Dt 31:12-13)
Na época dos sacerdotes reis e profetas de Israel. Os sacerdotes além do culto divino, tinha o encargo do ensino da lei (Dt 24:8; 1Sm 12:23; 2Cr 15:3; Jr 18:18).
Os sacerdotes eram intermediários entre o povo de Deus, assim como os profetas eram intermediários entre Deus e o povo.
Os reis de Judá, quando piedosos, aliviavam-se aos sacerdotes na promoção do ensino bíblico. Temos disso um exemplo do bom rei Josafá, quem enviou líderes levitas e sacerdote por toda terra de Judá para ensinar ao povo a lei do Senhor (2 Cr 17:7-9).
No período do cativeiro babilônico. Nessa época os judeus no exílio, privados do seu grandioso templo em Jerusalém, instituíram as sinagogas tão mencionadas no novo testamento. A sinagoga era usada como escola bíblica, casa de cultos e escola pública. O filósofo judeu, Philo de Alexandria, falecido em 50 d.c, com seu testemunho insuspeito, afirma que “as sinagogas eram casa de ensino, tanto para crianças quanto para adultos”.
Na sinagoga a criança recebia instrução religiosa, dos cinco anos aos dez anos de idade; dos dez aos quinze anos continuava a instrução religiosa, agora com auxilio dos comentários e traduções dos rabinos aos sábados, a principal reunião era a matutina, incluindo jovens e adultos.
No pós-cativeiro. Nos dias de Esdras e Nemias, lemos que quando o povo voltou do cativeiro, um grande avivamento espiritual teve lugar entre os israelitas. Este despertar teve origem em uma intensa disseminação da palavra de Deus incluindo um rigoroso ministério de ensino bíblico chamamos hoje: EBD (Ne 2:8). Esdras era o superintendente. O horário ia da manhã ao meio dia. Afirma o verso 8 do capítulo 8 de Nemias que, os professores liam a palavra de Deus e explicavam o sentido para que o povo entendesse.
O resulto desse movimento de ensino da palavra foi à operação do Espírito Santo em profundidade no meio do povo, conforme atesta todo capítulo 9 e os subseqüentes do livro de Nemias que é o cumprimento da promessa de Deus em (Is 55:1)
1.3 Nos Tempos de Jesus (N.T Educação Cristã)
Jesus foi o grande mestre. Das noventa vezes que alguém se dirigiu a Cristo, sessenta vezes ele é chamado de Mestre, ele foi ocupado no ministério do ensino. Sua ultima comissão a igreja foi “Ide e ensinai” (Mt 28:19-20), sua ordem é clara, Ele ensinou nas sinagogas, em casas, no templo, nas aldeias, as multidões e a pequenos grupos e individualmente; ele pregava e ensinava e curava. Era, pois, um ministério de poder, de milagres. Pela pregação ele anunciava as boas novas da salvação, esse mesmo ministério tríplice foi ordenado e confiado à igreja (Mc 16:15-18).
1.4 Seus apóstolos também ensinavam (At 5:21).
É evidente que se a igreja de hoje cuidasse devidamente do ensino bíblico, junto às crianças e novos convertidos, teríamos uma igreja muito maior. Falta o apropriado ensino bíblico que lhes cimente a fé. Falta lhes raiz ou base espiritual sólida ou profunda. A planta da parábola morreu não porque o sol crestou-a, mas, principalmente porque não tinha raiz (Mt 13:6).
1.5 Nos dias da igreja primitiva.
Dava muita importância a este ministério. Paulo foi um grande mestre, foi maravilhosamente usado por Deus, ele e Barnabé passaram um ano todo ensinando na igreja de Antioquia, três anos ensinando em Éfeso, dezoito meses em Corinto, seus últimos dias foram ocupados com ensino da palavra em Roma.
Mais tarde vemos que a marcha do ensino bíblico na igreja sofreu solução de continuidade devido às males que penetraram no seio da mesma. A igreja ficou estacionária. Ganhou fama mais perdeu poder. Abandonou o método prescrito por Jesus: o de pregar e ensinar. Séculos depois veio a reforma religiosa e com ela a imperiosa necessidade de ensino bíblico. Os líderes da reforma dedicaram especial atenção ao preparo de livros. Eles sabiam que o trabalho não consistia somente em pregar, mas também em ensinar.
O pregador e o professor: O pregador anuncia ou exponha o evangelho. Já o professor instrui as verdades bíblicas e repetir sempre até que todos entendam as verdades que desejam transmitir. Pois o professor deve lembrar-se que ensinar é diferente de pregar. A igreja de hoje nunca deverá esquecer a amarga e desastrosa experiência resultante do descuido e abandono da instrução religiosa das crianças nos tempos que precederam a tenebrosa idade média.
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