Acordei mal. Um pesadelo quase me enlouqueceu...como o pior dos piores pesadelos eu sonhei que o meu amor tinha morrido. Não consigo nem sequer explicar meu desespero e minha dor. Acho que foi a pior sensação que já tive. Eu me lembro do momento em que me deram a notícia e o que eu senti. A única coisa que eu conseguia pensar era: aquele corpo de 2 metros não fica mais em pé sozinho? Não tem mais alma? Como assim? Entrei em pânico. Ficava olhando as coisas dele, tipo carteira, celular e pensando: e agora? Eu sentia uma dor tão indescritível que me lembro de andar de um lado pro outro numa casa que não sei qual era. Tinha algumas pessoas que se encarregaram do funeral. Eu só conseguia pensar no pavor de vê-lo num caixão. Meu Deus, que dor! Essas pessoas foram buscar coisas para acomodar quem viria se despedir dele e eu tinha a sensação de estar anestesiada. Um misto de conformismo com o medo de vê-lo chegando dentro de uma caixa de madeira me deixava impaciente. Trouxeram algumas cadeiras, algumas lixeiras e eu continuava com a angústia de pensar que em breve aquele corpo enorme e sem vida chegaria. Eu gritava pra minha mãe “por que?”, “como?”, e minha mãe só conseguia dizer que ele tinha tido um negócio no coração enquanto tomava banho. Eu subia e descia as escadas que vão pra lavanderia da minha casa sem parar. Alguém dizia que eu precisava me vestir pro velório e eu tentava arrancar uma blusa do varal. Em toda minha vida, minha vida acordada, eu NUNCA senti tamanho desespero. De repente eu recebo uma ligação e alguém diz: ele está vivo! Eu toda atrapalhada e insana tento ligar pra ele. Quero checar se é verdade, quero ouvir a voz dele e saber que aquele corpo respira. Não consigo! Entro no quarto da minha mãe e grito: mãe, ele tá vivo? Ele tá vivo? E ela diz que sim. Ouço uma voz dizendo “Ju” e acordo totalmente lesada e chorando com a minha mãe me avisando que estou atrasada.
Medo, dor, angústia, sentimento de impotência, de injustiça “como Deus pôde fazer isso comigo?”, de raiva “por que você me deixou?”. Acordei revirada, com tontura, apavorada. Só consegui mandar uma mensagem dizendo que por tudo que era mais sagrado nesse mundo, eu só queria que ele estivesse bem.
Tentei escrever esse sonho o mais rápido que pude pra não ir perdendo fragmentos dele. Eu mesma estou tentando decifrá-lo e apesar de o sonho ter sido horrível, o significado é especial.
Alguém que ama, que se desespera ao perder o amor da sua vida se depara com o imutável: a morte. A gente pode mudar absolutamente tudo, exceto isso. Meu sofrimento em sonho representa exatamente o meu sofrimento acordada. Meus sentimentos, minha dor diante dos fatos. A morte, claro, o fim de tudo. “Quando tudo acaba”, que foi o que eu senti ontem à noite. De repente, como realmente num sonho alguém me avisa “ele está vivo!” e eu acordo hoje com a sensação de ter redescoberto que por baixo dos pedregulhos que ele vem colocando em cima de mim, ainda tenho sim um amor completamente louco por ele. Eu ainda o amo, mesmo depois de outra surra de orgulho.
Ontem senti que tinha acabado. Não o amor, mas minha disposição, minha esperança. A dor que já nem lateja mais, já ficou impregnada no meu olhar, no meu abraço. É como se você ficasse amortecida, adormecida. Olha pra aquele que é o homem que eu amo e quero e perceber que a dor e a mágoa estão ficando maior que todas as outras coisas me deixou muito down. Eu não quero que morra, juro, mas eu sinceramente não sei se vou ter disposição pra agüentar até o dia D.
Todas as vezes que faço um plano sem ele, que vivo algo especial sem ele eu percebo que dói, mas endurece. E todas as vezes que vejo que superei o fato dele não estar comigo, me convenço um pouco mais que não preciso dele. E cada vez que essas coisas acontecem tenho a sensação de estar indo pro caminho oposto ao que diz meu coração. Ontem quando ele foi embora de casa senti que faltou o meu amor, o meu sentimento. Acho que já guardei em algum lugar mais inacessível do meu coração, tentando me proteger da saudade, do meu inconformismo diante dessa situação. Ainda liguei pra dizer “eu te amo”, mas apesar de sincero, não tinha mais a mesma empolgação. Cada lágrima que escorre do rosto dele me dá ainda mais raiva, me empurra pra mais longe...e apesar de tudo isso, hoje quando vinha trabalhar ainda no torpor do meu pesadelo e do meu cansaço físico, afinal tenho ido dormir depois das 2h, eu vim pensando sobre minha situação e o quanto esse momento tem interferido nas minhas relações pessoais e profissionais. Vim pensando que tenho fumado – e muito! – na tentativa de me ajudar com a ansiedade e enquanto eu tragava fumaça podre no caminho pra empresa pensei no quanto quero me livrar de tudo isso. Os sentimentos que machucam, as pessoas que me magoam, os vícios que só pioram tudo. Olhando de fora, o mais sensato a fazer é sair desse círculo negativo. Olhando pro meu sentimento eu percebi que ainda o amo. Mas analisando como uma pessoa madura, existe um ponto de equilíbrio pra atravessar essa tormenta: não permitir que mais feridas se abram, cuidar das que já tenho sozinha e tocar a vida da melhor maneira possível. Claro que não existe uma fórmula tão simples e eficaz, mas eu sei o que me faz bem, com quem me sinto bem e o que eu posso fazer pra ficar ainda melhor. Ficar comigo mesma é a melhor pedida. Aproveitar as oportunidades me parece interessante. Estar com pessoas que me fazem bem também é algo de bom que posso fazer por mim. Ainda me lembro do dia e do momento em que o Ri debruçou na mesa lá na praia, me olhou, arregalou os olhos e disse: VIVA! Eu vou viver. Um dia por vez, até que eu alcance o meu prazo e possa desistir DIGNAMENTE do meu amor. Enquanto isso, levo a vida do melhor jeito que eu puder, assumindo minhas fraquezas e comemorando minhas vitórias.
Que nada morra. Nem a esperança...
Medo, dor, angústia, sentimento de impotência, de injustiça “como Deus pôde fazer isso comigo?”, de raiva “por que você me deixou?”. Acordei revirada, com tontura, apavorada. Só consegui mandar uma mensagem dizendo que por tudo que era mais sagrado nesse mundo, eu só queria que ele estivesse bem.
Tentei escrever esse sonho o mais rápido que pude pra não ir perdendo fragmentos dele. Eu mesma estou tentando decifrá-lo e apesar de o sonho ter sido horrível, o significado é especial.
Alguém que ama, que se desespera ao perder o amor da sua vida se depara com o imutável: a morte. A gente pode mudar absolutamente tudo, exceto isso. Meu sofrimento em sonho representa exatamente o meu sofrimento acordada. Meus sentimentos, minha dor diante dos fatos. A morte, claro, o fim de tudo. “Quando tudo acaba”, que foi o que eu senti ontem à noite. De repente, como realmente num sonho alguém me avisa “ele está vivo!” e eu acordo hoje com a sensação de ter redescoberto que por baixo dos pedregulhos que ele vem colocando em cima de mim, ainda tenho sim um amor completamente louco por ele. Eu ainda o amo, mesmo depois de outra surra de orgulho.
Ontem senti que tinha acabado. Não o amor, mas minha disposição, minha esperança. A dor que já nem lateja mais, já ficou impregnada no meu olhar, no meu abraço. É como se você ficasse amortecida, adormecida. Olha pra aquele que é o homem que eu amo e quero e perceber que a dor e a mágoa estão ficando maior que todas as outras coisas me deixou muito down. Eu não quero que morra, juro, mas eu sinceramente não sei se vou ter disposição pra agüentar até o dia D.
Todas as vezes que faço um plano sem ele, que vivo algo especial sem ele eu percebo que dói, mas endurece. E todas as vezes que vejo que superei o fato dele não estar comigo, me convenço um pouco mais que não preciso dele. E cada vez que essas coisas acontecem tenho a sensação de estar indo pro caminho oposto ao que diz meu coração. Ontem quando ele foi embora de casa senti que faltou o meu amor, o meu sentimento. Acho que já guardei em algum lugar mais inacessível do meu coração, tentando me proteger da saudade, do meu inconformismo diante dessa situação. Ainda liguei pra dizer “eu te amo”, mas apesar de sincero, não tinha mais a mesma empolgação. Cada lágrima que escorre do rosto dele me dá ainda mais raiva, me empurra pra mais longe...e apesar de tudo isso, hoje quando vinha trabalhar ainda no torpor do meu pesadelo e do meu cansaço físico, afinal tenho ido dormir depois das 2h, eu vim pensando sobre minha situação e o quanto esse momento tem interferido nas minhas relações pessoais e profissionais. Vim pensando que tenho fumado – e muito! – na tentativa de me ajudar com a ansiedade e enquanto eu tragava fumaça podre no caminho pra empresa pensei no quanto quero me livrar de tudo isso. Os sentimentos que machucam, as pessoas que me magoam, os vícios que só pioram tudo. Olhando de fora, o mais sensato a fazer é sair desse círculo negativo. Olhando pro meu sentimento eu percebi que ainda o amo. Mas analisando como uma pessoa madura, existe um ponto de equilíbrio pra atravessar essa tormenta: não permitir que mais feridas se abram, cuidar das que já tenho sozinha e tocar a vida da melhor maneira possível. Claro que não existe uma fórmula tão simples e eficaz, mas eu sei o que me faz bem, com quem me sinto bem e o que eu posso fazer pra ficar ainda melhor. Ficar comigo mesma é a melhor pedida. Aproveitar as oportunidades me parece interessante. Estar com pessoas que me fazem bem também é algo de bom que posso fazer por mim. Ainda me lembro do dia e do momento em que o Ri debruçou na mesa lá na praia, me olhou, arregalou os olhos e disse: VIVA! Eu vou viver. Um dia por vez, até que eu alcance o meu prazo e possa desistir DIGNAMENTE do meu amor. Enquanto isso, levo a vida do melhor jeito que eu puder, assumindo minhas fraquezas e comemorando minhas vitórias.
Que nada morra. Nem a esperança...
No comments:
Post a Comment